Rouen, na versão utilizada em 1962, tinha 6,540km era um dos circuitos mais rápidos e perigosos do calendário da F1 mas era também um dos favoritos dos pilotos.
Os melhores rodavam a médias superiores a 170km/h, com carros de 180CV, pouco mais de 400 kg e uma quantidade de borracha ridícula em contacto com o solo.
A descida da recta da meta até ao gancho do "Nouveau Monde", que ainda hoje impressiona, era feita praticamente a fundo, a mais de 200km/h, incluia curvas como a chamada de "six-frères" (apelidada pelos ingleses de "chicken-lift") e era um teste à coragem e determinação dos pilotos.
David Purley, a quem não faltava nenhum destes atributos, terá mesmo confessado que a única forma de conseguir a adrenalina necessária para completar a descida "quase a fundo" era a berrar dentro do capacete.
Infelizmente as condições de segurança eram mínimas e o menor deslize atirava irremediavelmente os pilotos contra o talude ou, pior ainda, as árvores.
Foi o que acabou por determinar o fim das corridas de F1, em Les-Essarts, na sequência do acidente em que Jo Schlesser perdeu a vida.
-Atenção o video contém imagens que podem ser consideradas chocantes-
https://www.youtube.com/watch?v=4yI8XFFP3Yg
Porém, com sucessivas modificações, continuou a albergar corridas até 1994, ano em que foi definitivamente abandonado devido ainda às condições de segurança.
Todas as infraestruturas foram demolidas em 1999 e hoje pouco mais resta do que a memória.
E mesmo essa, por quanto tempo?